{"id":1311,"date":"2016-12-17T16:05:00","date_gmt":"2016-12-17T18:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/wwww.etad.com.br\/?post_type=avada_portfolio&#038;p=1311"},"modified":"2021-02-22T17:46:21","modified_gmt":"2021-02-22T20:46:21","slug":"restauracao-mica","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/etad.com.br\/en\/projeto\/restauracao-mica\/","title":{"rendered":"Restaura\u00e7\u00e3o | Mica"},"content":{"rendered":"<h2>RESTAURANDO A CASA DO ARQUITETO<\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1980\" src=\"http:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/restaurando.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/restaurando-66x66.jpg 66w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/restaurando-150x150.jpg 150w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/restaurando-200x200.jpg 200w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/restaurando.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Foram quase dez anos de tentativas para adquirir a maravilhosa casa da rua Cear\u00e1 202, que o arquiteto Jayme Campelo Fonseca Rodrigues projetou e construiu em 1937 para bem viver com sua esposa e filhas.<\/p>\n<p>As filhas, propriet\u00e1rias do im\u00f3vel, relutavam quanto \u00e0 venda porque temiam a descaracteriza\u00e7\u00e3o da obra t\u00e3o importante da nossa arquitetura.<\/p>\n<p>A casa que o arquiteto havia projetado para seus pais (sede da Cultura Inglesa, na Av. Higien\u00f3polis) fora totalmente deformada \u2013 e depois foi integralmente demolida \u2013, coisa que os paulistanos, com a coopera\u00e7\u00e3o omissiva das autoridades municipais, costumam fazer com as mais importantes obras arquitet\u00f4nicas, evitando os tombamentos.<\/p>\n<p>O Edif\u00edcio Sobre as Ondas, no Guaruj\u00e1, outro projeto de Jayme, tamb\u00e9m vinha sendo paulatinamente descaracterizado. A casa vizinha \u00e0 da Cear\u00e1 202, projetada para sua irm\u00e3 e cunhado, foi descaracterizada sob o p\u00e1lio de um alvar\u00e1 de demoli\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Tudo colocava em risco a mem\u00f3ria do jovem e brilhante arquiteto que talvez s\u00f3 n\u00e3o tenha ido ainda mais longe porque a medicina n\u00e3o conseguiu ser t\u00e3o vanguardista como sua arquitetura.<\/p>\n<p>Quando da primeira restaura\u00e7\u00e3o, ao comprar a casa, em 1997, os trabalhos foram coordenados pelos arquitetos \u00c1lvaro Razuk e Leni Sanchez, que fiscalizavam cada detalhe. J\u00falio Pechman projetou as estantes da biblioteca, os arquivos e alguns outros mobili\u00e1rios.<\/p>\n<p>Desde funda\u00e7\u00f5es a revestimentos, tudo foi refeito com absoluta fidelidade \u00e0 origem. Fundiram-se metais descobertos em fotografias cinquenten\u00e1rias. M\u00f3veis, objetos e equipamentos foram escolhidos a dedo, para que o design n\u00e3o desonrasse a <a href=\"http:\/\/etad.com.br\/en\/a-casa-do-architecto-jayme-c-fonseca-rodrigues\/\">resid\u00eancia modernista<\/a>.<\/p>\n<p>A massa de mica, t\u00e9cnica perdida no tempo, foi redescoberta pelo IPT em conjunto com os pedreiros que trabalharam na obra, especialmente o \u201cJacar\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>As poucas modifica\u00e7\u00f5es, como a amplia\u00e7\u00e3o no subsolo para abrigar a biblioteca, o fechamento da garagem que virou sala de advogados e a abertura de mais uma janela no antigo quarto do casal, seguiram fielmente as posturas municipais e o intuito de n\u00e3o prejudicar a mem\u00f3ria arquitet\u00f4nica. Assim, os novos espa\u00e7os foram separados do corpo da casa com elementos transparentes e manteve-se a mica para relembrar onde antes era uma \u00e1rea externa.<\/p>\n<p>As autoridades municipais n\u00e3o aprovaram a restaura\u00e7\u00e3o, mesmo depois de meses de espera e tendo-se seguido cada um dos muitos tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos. Oficialmente, portanto, reformamos!<\/p>\n<p>Bem, o escrit\u00f3rio cresceu. J\u00e1 quase n\u00e3o cabemos mais na casa. Mas, nunca pensaremos em ir pra outro lugar.<\/p>\n<p>Para resolver isso o arquiteto uruguaio Ernesto Tuneu conseguiu aumentar a utilidade da casa atrav\u00e9s da edifica\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas afastadas da edifica\u00e7\u00e3o principal. Manteve-se a obra arquitet\u00f4nica.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/etad.com.br\/en\/a-casa-do-architecto-jayme-c-fonseca-rodrigues\/\">casa modernista<\/a> que Jayme Fonseca Rodrigues abria ao p\u00fablico para visita\u00e7\u00e3o continua aberta permanentemente, como um museu ocupado pela vida cotidiana.<img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1973\" src=\"http:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-66x66.jpg 66w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-150x150.jpg 150w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-200x200.jpg 200w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-300x300.jpg 300w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001-400x400.jpg 400w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/image001.jpg 465w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nRelat\u00f3rio T\u00e9cnico n\u00ba 35.510\/97<br \/>\nNatureza do Trabalho: Formula\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de argamassa de revestimento para restaura\u00e7\u00e3o de fachada.<\/p>\n<p>Interessado: Ernesto Tzirulnik<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Diante da necessidade de ser refeito o revestimento externo da resid\u00eancia situada \u00e0 Rua Cear\u00e1 n\u00ba 202, Pacaemb\u00fa, S\u00e3o Paulo \u2013 SP, respeitando os padr\u00f5es originais, o Interessado, representado pela Eng\u00ba Mauro Rodrigues Pinto da N\u00facleo Urbano Engenharia e Constru\u00e7\u00f5es Ltda, procurou o IPT para que o mesmo o assessorasse na defini\u00e7\u00e3o da argamassa a ser utilizada.<\/p>\n<p>Assim, foi elaborada a proposta de trabalho DEC\/AMCC 20.296\/96 de 02 de dezembro de 1996, tendo sido previsto:<\/p>\n<p>\u00b7 a caracteriza\u00e7\u00e3o sucinta da argamassa original;<br \/>\n\u00b7 o preparo e a aplica\u00e7\u00e3o de argamassas experimentais, visando a obten\u00e7\u00e3o da textura do revestimento original;<br \/>\n\u00b7 a formula\u00e7\u00e3o de argamassas com diferentes teores de aglomerante e a avalia\u00e7\u00e3o de suas principais caracter\u00edsticas f\u00edsico-mec\u00e2nicas.<\/p>\n<p><strong>DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS<\/strong><\/p>\n<p>Caracteriza\u00e7\u00e3o da argamassa original.<br \/>\nEm vistoria \u00e0 obra, coletaram-se placas da argamassa original, para servirem como padr\u00e3o de textura, cor e quantidade de mica superficial e para determina\u00e7\u00e3o dos teores de aglomerante e mica presentes. Tamb\u00e9m foi realizado ensaio de resist\u00eancia de ader\u00eancia na argamassa original. Os resultados obtidos constam da Tabela 1.<\/p>\n<p>Na mistura n\u00ba 27 adicionou-se tamb\u00e9m 0,2% (em rela\u00e7\u00e3o a massa dos materiais secos) de aditivo retentor de \u00e1gua. Esta argamassa apresentou adesividade excessiva \u00e0s ferramentas de trabalho, que dificultou sua aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas misturas n\u00ba 28 a 30 reduziu-se o teor de aditivo retentor de \u00e1gua para 0,05%, variando-se o teor de estearato de zinco; na mistura n\u00ba 30 reduziu-se a quantidade de cal hidratada. Para as misturas n\u00ba 29 e 30 a mica foi passada em peneira com abertura de malha de 1,2 mm, e utilizada somente a fra\u00e7\u00e3o retida nesta peneira.<\/p>\n<p>Essas misturas apresentaram trabalhabilidade adequada e facilidade de aplica\u00e7\u00e3o, embora tenha-se notado ainda uma certa adesividade da massa \u00e0s ferramentas. A partir da\u00ed foram preparadas as misturas denominadas de A, B, C, D e E, que tiveram suas principais propriedades f\u00edsico-mec\u00e2nicas avaliadas.<\/p>\n<p><strong>EQUIPE T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n<p>Eng\u00ba Gilberto De Ranieri<br \/>\nCavani Qu\u00edmico Valdecir Angelo Quarcioni<br \/>\nT\u00e9cnico Luiz Antonio Ribeiro<br \/>\nEstag. Gustavo Moreira Tiezzi<br \/>\nS\u00e3o Paulo, 30 de junho de 1997<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #c20e04;\">ETAD<\/span> |\u00a0GALERIA DE IMAGENS<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6851 aligncenter\" src=\"http:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/etad-1.jpg\" alt=\"Restaura\u00e7\u00e3o | Mica\" width=\"463\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/etad-1-200x133.jpg 200w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/etad-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/etad-1-400x267.jpg 400w, https:\/\/etad.com.br\/en\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/etad-1.jpg 463w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESTAURANDO A CASA DO ARQUITETO Foram quase dez anos de tentativas para adquirir a maravilhosa casa da rua Cear\u00e1 202, que o arquiteto Jayme Campelo Fonseca Rodrigues projetou e construiu em 1937 para bem viver com sua esposa e filhas. 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